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Isabella Bretz e Rodrigo Lana

SHOW DE TRILHAS DE CINEMA

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Em digressão internacional no mês de maio para a promoção do disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”, Isabella Bretz e o pianista Rodrigo Lana passam por Portugal e abrem espaço para um concerto preparado para divertir e emocionar a plateia: TRILHAS DE CINEMA!

São diversos temas apresentados em sua versão, em piano e voz. Clássicos do romance, drama, ação, comédia e animação farão parte desse momento! Grandes compositores, grandes intérpretes e cenas espetaculares serão lembrados pelo duo.

Dia 3 de maio, quinta-feira, às 22h, no Lounge D do Casino do Estoril (Cascais).

Entrada gratuita pra quem fizer reserva pelo número (+351) 214 667 815.

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DIA MUNDIAL DO LIVRO NA UNIVERSIDADE DE LISBOA

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Por ocasião da celebração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa organiza um evento dedicado à narrativa histórica com a presença dos autores Sérgio Luis de Carvalho e Deana Barroqueiro, da Professora Isabel Almeida e igualmente da cantora brasileira Isabella Bretz, com o seu programa musical dedicado a poetas de língua portuguesa, Canções Para Abreviar Distâncias.

 O evento terá lugar no dia 23 de Abril, pelas 18h, na Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa.

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MARIELLE, PRESENTE!

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Marielle Franco é mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré.

Socióloga com mestrado em Administração Pública.

Foi eleita Vereadora da Câmara do Rio de Janeiro pelo PSOL, com 46.502 votos.

Foi também Presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

No dia 14/03/2018 foi assassinada em um atentado ao carro onde estava.

13 Tiros atingiram o veículo, matando também o motorista Anderson Pedro Gomes.

Quem mandou matar Marielle mal podia imaginar que ela era semente, e que milhões de Marielles em todo mundo se levantariam no dia seguinte.

www.mariellefranco.com.br

No dia 14 de abril, sábado, às 21:30h, Isabella Bretz e o violonista Francisco Medina se apresentam no evento-protesto que marca um mês de seu brutal assassinato. O evento acontece de 15 às 23h na Praça Martim Moniz, Lisboa.

QUEM MANDOU MATAR MARIELLE?

CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS

COMISSÃO NACIONAL DA UNESCO APOIA “CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS”

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O projeto “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” recebeu apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO em Portugal.

“A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é responsável pela coordenação da cooperação internacional em educação, ciência, cultura e comunicação. Fortalece os laços entre nações e sociedades e mobiliza o público em geral para que cada criança e cidadão:

• tenha acesso a uma educação de qualidade; um direito humano básico e um pré-requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável;

• possa crescer e viver em um ambiente cultural rico em diversidade e diálogo, onde o patrimônio serve de ponte entre gerações e povos;

• possa beneficiar plenamente dos avanços científicos;

• e possa desfrutar de plena liberdade de expressão; a base da democracia, do desenvolvimento e da dignidade humana.

As mensagens da UNESCO são cada vez mais importantes em um mundo globalizado, onde as interconexões e a diversidade devem servir como oportunidades para construir a paz na mente de homens e mulheres.”

Fonte: UNESCO

Atividades em conjunto serão pensadas, no âmbito da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022).

 

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PARTICIPAÇÃO EM “CPLP CELEBRA A MULHER RURAL”

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No dia 8 de março, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP realizou um evento em sua sede em Lisboa (Portugal) para debater a situação da mulher rural nos seus países-membros.

Isabella Bretz, acompanhada pela pianista Katerina L’Dokova, apresentou duas músicas de seu disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”. A primeira foi “Ai se um dia”, com letra de Vera Duarte (Cabo Verde), que fala sobre a seca em seu país. A segunda foi Transitório, de Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), que trata sobre a impermanência em nossas vidas.

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“O Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (SECPLP) está a organizar um evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher, sendo que este ano o foco é “A Mulher Rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP”.

A Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, e o embaixador Gonçalo Mourão, representante da Presidência pro tempore brasileira da CPLP vão intervir na sessão de abertura.

O tema do evento vai ser discutido pela coordenadora Científica do Programa de Doutoramento “Saber Tropical e Gestão – TropikMan PhD”, Ana Melo Portugal, a gestora de projetos da Ação para o Desenvolvimento (Organização Não Governamental (ONG) com sede na Guiné-Bissau), Isabel Miranda, e ainda pelo Mecanismo de Participação da Sociedade Civil no CONSAN-CPLP, Joana Dias, sob moderação da investigadora Sheila Khan.

Na II Reunião Extraordinária do CONSAN-CPLP, decorrida em junho de 2017, os ministros da segurança alimentar e nutricional reconheceram a centralidade do papel das mulheres rurais em assegurar a segurança alimentar e nutricional no espaço da Comunidade, incluindo a sua maior participação nos mecanismos de governança da ESAN–CPLP, através da Rede das Margaridas da CPLP.”

Fonte: CPLP

 

 

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MUSEU VIRTUAL DA LUSOFONIA INCORPORA “CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS” EM SEU ACERVO

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O disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” foi inserido no acervo do Museu Virtual da Lusofonia, projeto originado na Universidade do Minho, em Portugal. Isabella recebeu uma carta formal de apoio institucional e manifestando abertura para a realização de projetos conjuntos no futuro.

Página do projeto na plataforma: http://www.museuvirtualdalusofonia.com/fonoteca/cancoes-para-abreviar-distancias/

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“O Museu Virtual da Lusofonia é uma plataforma de cooperação académica, em ciência, ensino e artes, no espaço dos países de língua portuguesa e das suas diásporas, e se estende também à Galiza e à Região Autónoma de Macau, reunindo num esforço comum Universidades, com projetos de investigação e de ensino pós-graduado na área das Ciências da Comunicação e dos Estudos Culturais, assim como associações culturais e artísticas, todos interessados, universidades e associações, na construção e no aprofundamento do sentido de uma comunidade lusófona.

Sendo uma plataforma virtual, o Museu Virtual da Lusofonia tem também a pretensão de ser um mecanismo que convide à participação ativa dos cidadãos, na disponibilização de registos, no comentário às ‘obras’ preservadas no museu, na (re)construção de uma memória coletiva.”

Fonte: http://www.museuvirtualdalusofonia.com/o-museu/apresentacao/

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MORABEZA – FESTA DO LIVRO DE CABO VERDE

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O projeto “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” foi convidado pela Embaixada do Brasil para ser parte da Morabeza – Festa do Livro de Cabo Verde. Isabella Bretz, Rodrigo Lana e Matheus Félix se apresentaram na programação do evento e também puderam conhecer um pouco da Ilha de Santiago.

Além da apresentação na Morabeza, também se apresentaram no Boutique Hotel Pescador, onde ficaram hospedados durante sua permanência no país através de uma parceria. É um hotel temático, os quartos não têm números, sim nomes. São palavras, pessoas e lugares que fazem dessa terra um lugar especial que nomeiam os aposentos. Os funcionários são muito gentis, a comida é sensacional e a localização é perfeita! Um lugar que respira arte e proporcionou a melhor estadia possível.

O restaurante O Poeta também foi palco de uma das apresentações do trio, a convite da escritora cabo-verdiana Vera Duarte, uma das homenageadas no disco. 

Os músicos foram convidados pela RTP África para uma série de vídeos para o Cidade das Letras.

Participação de Matheus Félix na atividade realizada em escola na Cidade da Praia, dentro da Morabeza – Festa do Livro, com Marilene Pereira.

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CONCERTOS NOS AÇORES

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Em sequência ao lançamento do disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” em Lisboa, no dia 1º de Outubro deste ano, Isabella Bretz, Rodrigo Lana e Matheus Félix realizaram alguns concertos nos Açores (Ilha de São Miguel e Ilha Terceira), além de terem participado de outros compromissos como entrevistas e uma ação no Hospital do Espírito Santo.

Essa viagem teve o apoio da Azores Airlines, da Câmara Municipal da Praia da Vitória e da Rádio Voz dos Açores.

Veja algumas fotos:

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CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS

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Em 2015, a cantora e compositora brasileira Isabella Bretz conheceu em Belo Horizonte o escritor português José Luís Peixoto, cujo trabalho lhe havia sido apresentado anteriormente por um amigo. Um tempo depois, ao entrevistá-lo para seu programa de rádio, emocionou-se mais uma vez quando ele recitou “Na hora de por a mesa”. Ao ver sua reação, ele sugeriu que ela fizesse uma música com o poema. Meses depois a música ganhou vida e foi enviada a ele. Seu retorno, muito positivo, foi um incentivo para que ela desse início a um projeto de poemas musicados, vontade antiga mas ainda não realizada. Alguns formatos lhe passaram pela cabeça, como uma reunião de seus escritores preferidos, contemporâneos ou não. Posteriormente, resolveu trabalhar apenas com poemas de escritores vivos, para que eles pudessem ouvir suas palavras através dos sons.

Instigada por sua paixão por interculturalidade, Isabella percebeu-se inconformada com a fraca presença de literatura estrangeira em português na sua vida. O que se escreve no Timor-Leste? Que poetisas e poetas passeiam por São Tomé e Príncipe? Que palavras nascem das canetas cabo-verdianas?

Decidiu, então, gravar um disco com 8 poemas musicados: todos de países que têm o português como língua oficial. Após um processo de leituras e pesquisas, escolheu quais escritores estariam presentes no disco: Adélia Prado (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Mia Couto, (Moçambique), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Vera Duarte Pina (Cabo Verde), Odete Semedo (Guiné-Bissau) Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio T. Araújo (Timor-Leste).

Mesmo com o plano feito e a maioria dos poemas já musicados, o projeto só existiu verdadeiramente devido ao interesse do pianista e produtor musical Rodrigo Lana em torná-lo realidade, através de uma parceria com o Música Mundi. Seu sócio, o violinista Matheus Félix, entrou no barco e os três desenvolveram o disco ao longo de 10 meses. Assim nasceu “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”, que recebeu o apoio institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP.

A sonoridade não foi pensada de forma homogênea, mas seguiu o que cada canção pedia individualmente, de acordo com os sentimentos e sensações que os textos os transmitiram. Piano, violino e violão são os instrumentos centrais; acompanhados de acordeon, baixo, viola, violoncelo, percussões, instrumentos digitais e outros efeitos.  Ao vivo, o trio oferece uma outra experiência, apresentando as músicas em arranjos para instrumentos tocados por eles próprios, sem deixar de lado os sons digitais.

A capa foi feita por Jackson Abacatu e oito ilustradores brasileiros foram convidados para representarem os poemas em obras que estão presentes no encarte do CD. A decisão de trabalhar com escritores vivos tem trazido belas experiências. Em junho deste ano, Isabella, Rodrigo e Matheus tiveram o privilégio de apresentar a gravação do seu poema a Mia Couto, num encontro caloroso e cheio de trocas de experiências musicais e literárias. Em novembro será a vez de se encontrarem com Vera Duarte Pina, num festival literário em Cabo Verde, a convite da Embaixada do Brasil.

Assim, com palavras, imagens e sons, em meio a distâncias geográficas e temporais, a linguagem se faz um grande vínculo, mostrando anseios comuns que nos unem como seres humanos. O resultado disso tudo o  público conhecerá no Espaço Espelho D’Água, dia 1º de outubro, às 19h. Entrada Livre. 

Apoio: Junta de Freguesia de Rio de Mouro

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OS BELOS VÍNCULOS QUE A MÚSICA NOS TRAZ

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Saímos de BH depois do almoço num domingo frio e de céu azul. Para nos auxiliar na pequena viagem, não um GPS: vários áudios separados por etapas do caminho, nos quais um sotaque do interior e um timbre macio descreviam cada cenário, curva, paisagem e possíveis enganações no percurso (e mesmo assim uma delas nos pegou). 

Chegamos e fui logo surpreendida. Era um vilarejo de pouquíssimas casas, cercado pela beleza exuberante da Serra da Moeda e pelos delicados sons da natureza. Ao lado da casa, por travessura do destino, um palco comunitário. Fomos recebidos pela anfitriã com uma conversa ao lado do carro, que depois evoluiu para uma conversa na varanda da casa, que, por sua vez, evoluiu para uma conversa lá dentro. O propósito do encontro (uma composição conjunta) foi esquecido por um longo tempo. As forças daquela simplicidade mágica não nos deixariam seguir qualquer roteiro, é óbvio. 

Vestimos os casacos para nos protegermos do vento frio e saímos para uma caminhada. Paramos nas ruínas de um casarão de por volta dos 1700 para ouvir uma aula de história. Fiquei impressionada com as paredes tão fortes, feitas de pedras perfeitamente encaixadas. Não poderia deixar de pensar em como aquilo simbolizava pra mim a importância de cada particularidade na construção de alguma coisa. Da mais pequenina até a maior, todas eram fundamentais na sustentação de tudo aquilo.

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O sol nos tocava de forma gentil e o calor chegou. Somando a isso nossas mudanças de local, foi um põe-e-tira-casaco o tempo todo. Dali escutava-se um som de águas, vindo de uma cachoeira escondida na mata da frente. Fomos até lá, estudamos a melhor forma de chegar e contemplamos um pouco a beleza da água caindo e as formas que ela criou nas pedras ao longo de milhares de anos. Ali, ao som da pequena queda e cobertos pelas árvores, falamos sobre a nossa pequenez perante o tempo e do espaço. 

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Ao voltar, mais uma parada na varanda, porém agora já falávamos sobre música (e olha que é difícil um encontro de músicos demorar tanto pra chegar no assunto). Giancarlo nos apresentou um instrumento que nunca tinha visto antes e cada um o explorou um pouquinho. Os nobres e jovens rapazes entraram para dar início ao que fomos, de fato, fazer, enquanto eu e Sol prosseguimos na troca de experiências, sensações e sentimentos. O dia já ía embora, a montanha, feito um camaleão, já tinha mudado de cor conforme o sol se despedia e o poente recebia a noite, ainda mais fria, com muita generosidade. 

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Entramos e pensei: vamos trabalhar, então. Mas antes disso Sol preparou um chá quentinho que cheirava em toda a casa. Os ingredientes na panela eram muitos e mais pareciam uma pintura. No armário da cozinha, uma coleção de grãos, ervas, sementes, temperos e outras coisas mais, que já levaram mulheres à fogueira na inquisição e expedições megalomaníacas em tempos passados. Mas ali, em pequenos potinhos de vidro descansando na prateleira, pareciam tão normais e inofensivos. Pão-de-queijo feito por ela assava no forno. Fomos alertados de um pequeno acidente: inversão dos queijos, foi parmesão demais. Para ela, ele estava fadado ao fracasso, tinha desandado, traído suas expectativas, era a materialização da falha, um absurdo, sendo que só estava ali porque já tinha sido feito, mesmo. Algum tempo depois todos atestaram a perfeição do engano: estava deliciosamente gostoso!

Nos sentamos em círculo e trabalhamos na canção, tendo como base o handpan produzido pelo próprio Gian. Muitas ideias surgiram, cada um colaborou com suas impressões, sugestões e, aos poucos, peça a peça, o quebra-cabeça foi sendo montado. Matheus no bandolim, Rodrigo na gravação, Sol e eu nas vozes. Tarefa cumprida, fomos embora cansados e com o espírito cheio. Dormimos em Moeda (mas, é claro, nos perdemos no caminho até lá, pois num labirinto desse e sem as mesmas coordenadas não poderia dar em outra) e voltamos pra casa pela manhã, admirando nossa Minas Gerais pela janela e compartilhando nossos sentimentos acerca da experiência. Quando falamos sobre todas as coisas que fizemos até, de fato, começarmos a trabalhar, Rodrigo resumiu bem a situação: ali o tempo é outro. 

Digo, sem receios, que não existe nada nesse mundo capaz de trazer vínculos tão profundos de forma tão rápida e ampla como a música. Não existe língua, não existem fronteiras. Uma vez que o som chegou lá dentro e foi bem recebido, está criado o elo. Que dádiva é poder ouvir! Que presente é adentrar o mundo do outro, pelos cheiros, pelas imagens, pelo tato, sabores e sons. 

Conheçam o trabalho da Sol Bueno e do Giancarlo Borba! :)