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PARTICIPAÇÃO EM “CPLP CELEBRA A MULHER RURAL”

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No dia 8 de março, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP realizou um evento em sua sede em Lisboa (Portugal) para debater a situação da mulher rural nos seus países-membros.

Isabella Bretz, acompanhada pela pianista Katerina L’Dokova, apresentou duas músicas de seu disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”. A primeira foi “Ai se um dia”, com letra de Vera Duarte (Cabo Verde), que fala sobre a seca em seu país. A segunda foi Transitório, de Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), que trata sobre a impermanência em nossas vidas.

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“O Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (SECPLP) está a organizar um evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher, sendo que este ano o foco é “A Mulher Rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP”.

A Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, e o embaixador Gonçalo Mourão, representante da Presidência pro tempore brasileira da CPLP vão intervir na sessão de abertura.

O tema do evento vai ser discutido pela coordenadora Científica do Programa de Doutoramento “Saber Tropical e Gestão – TropikMan PhD”, Ana Melo Portugal, a gestora de projetos da Ação para o Desenvolvimento (Organização Não Governamental (ONG) com sede na Guiné-Bissau), Isabel Miranda, e ainda pelo Mecanismo de Participação da Sociedade Civil no CONSAN-CPLP, Joana Dias, sob moderação da investigadora Sheila Khan.

Na II Reunião Extraordinária do CONSAN-CPLP, decorrida em junho de 2017, os ministros da segurança alimentar e nutricional reconheceram a centralidade do papel das mulheres rurais em assegurar a segurança alimentar e nutricional no espaço da Comunidade, incluindo a sua maior participação nos mecanismos de governança da ESAN–CPLP, através da Rede das Margaridas da CPLP.”

Fonte: CPLP

 

 

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MORABEZA – FESTA DO LIVRO DE CABO VERDE

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O projeto “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” foi convidado pela Embaixada do Brasil para ser parte da Morabeza – Festa do Livro de Cabo Verde. Isabella Bretz, Rodrigo Lana e Matheus Félix se apresentaram na programação do evento e também puderam conhecer um pouco da Ilha de Santiago.

Além da apresentação na Morabeza, também se apresentaram no Boutique Hotel Pescador, onde ficaram hospedados durante sua permanência no país através de uma parceria. É um hotel temático, os quartos não têm números, sim nomes. São palavras, pessoas e lugares que fazem dessa terra um lugar especial que nomeiam os aposentos. Os funcionários são muito gentis, a comida é sensacional e a localização é perfeita! Um lugar que respira arte e proporcionou a melhor estadia possível.

O restaurante O Poeta também foi palco de uma das apresentações do trio, a convite da escritora cabo-verdiana Vera Duarte, uma das homenageadas no disco. 

Os músicos foram convidados pela RTP África para uma série de vídeos para o Cidade das Letras.

Participação de Matheus Félix na atividade realizada em escola na Cidade da Praia, dentro da Morabeza – Festa do Livro, com Marilene Pereira.

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CONCERTOS NOS AÇORES

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Em sequência ao lançamento do disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” em Lisboa, no dia 1º de Outubro deste ano, Isabella Bretz, Rodrigo Lana e Matheus Félix realizaram alguns concertos nos Açores (Ilha de São Miguel e Ilha Terceira), além de terem participado de outros compromissos como entrevistas e uma ação no Hospital do Espírito Santo.

Essa viagem teve o apoio da Azores Airlines, da Câmara Municipal da Praia da Vitória e da Rádio Voz dos Açores.

Veja algumas fotos:

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CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS

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Em 2015, a cantora e compositora brasileira Isabella Bretz conheceu em Belo Horizonte o escritor português José Luís Peixoto, cujo trabalho lhe havia sido apresentado anteriormente por um amigo. Um tempo depois, ao entrevistá-lo para seu programa de rádio, emocionou-se mais uma vez quando ele recitou “Na hora de por a mesa”. Ao ver sua reação, ele sugeriu que ela fizesse uma música com o poema. Meses depois a música ganhou vida e foi enviada a ele. Seu retorno, muito positivo, foi um incentivo para que ela desse início a um projeto de poemas musicados, vontade antiga mas ainda não realizada. Alguns formatos lhe passaram pela cabeça, como uma reunião de seus escritores preferidos, contemporâneos ou não. Posteriormente, resolveu trabalhar apenas com poemas de escritores vivos, para que eles pudessem ouvir suas palavras através dos sons.

Instigada por sua paixão por interculturalidade, Isabella percebeu-se inconformada com a fraca presença de literatura estrangeira em português na sua vida. O que se escreve no Timor-Leste? Que poetisas e poetas passeiam por São Tomé e Príncipe? Que palavras nascem das canetas cabo-verdianas?

Decidiu, então, gravar um disco com 8 poemas musicados: todos de países que têm o português como língua oficial. Após um processo de leituras e pesquisas, escolheu quais escritores estariam presentes no disco: Adélia Prado (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Mia Couto, (Moçambique), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Vera Duarte Pina (Cabo Verde), Odete Semedo (Guiné-Bissau) Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio T. Araújo (Timor-Leste).

Mesmo com o plano feito e a maioria dos poemas já musicados, o projeto só existiu verdadeiramente devido ao interesse do pianista e produtor musical Rodrigo Lana em torná-lo realidade, através de uma parceria com o Música Mundi. Seu sócio, o violinista Matheus Félix, entrou no barco e os três desenvolveram o disco ao longo de 10 meses. Assim nasceu “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”, que recebeu o apoio institucional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP.

A sonoridade não foi pensada de forma homogênea, mas seguiu o que cada canção pedia individualmente, de acordo com os sentimentos e sensações que os textos os transmitiram. Piano, violino e violão são os instrumentos centrais; acompanhados de acordeon, baixo, viola, violoncelo, percussões, instrumentos digitais e outros efeitos.  Ao vivo, o trio oferece uma outra experiência, apresentando as músicas em arranjos para instrumentos tocados por eles próprios, sem deixar de lado os sons digitais.

A capa foi feita por Jackson Abacatu e oito ilustradores brasileiros foram convidados para representarem os poemas em obras que estão presentes no encarte do CD. A decisão de trabalhar com escritores vivos tem trazido belas experiências. Em junho deste ano, Isabella, Rodrigo e Matheus tiveram o privilégio de apresentar a gravação do seu poema a Mia Couto, num encontro caloroso e cheio de trocas de experiências musicais e literárias. Em novembro será a vez de se encontrarem com Vera Duarte Pina, num festival literário em Cabo Verde, a convite da Embaixada do Brasil.

Assim, com palavras, imagens e sons, em meio a distâncias geográficas e temporais, a linguagem se faz um grande vínculo, mostrando anseios comuns que nos unem como seres humanos. O resultado disso tudo o  público conhecerá no Espaço Espelho D’Água, dia 1º de outubro, às 19h. Entrada Livre. 

Apoio: Junta de Freguesia de Rio de Mouro

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OS BELOS VÍNCULOS QUE A MÚSICA NOS TRAZ

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Saímos de BH depois do almoço num domingo frio e de céu azul. Para nos auxiliar na pequena viagem, não um GPS: vários áudios separados por etapas do caminho, nos quais um sotaque do interior e um timbre macio descreviam cada cenário, curva, paisagem e possíveis enganações no percurso (e mesmo assim uma delas nos pegou). 

Chegamos e fui logo surpreendida. Era um vilarejo de pouquíssimas casas, cercado pela beleza exuberante da Serra da Moeda e pelos delicados sons da natureza. Ao lado da casa, por travessura do destino, um palco comunitário. Fomos recebidos pela anfitriã com uma conversa ao lado do carro, que depois evoluiu para uma conversa na varanda da casa, que, por sua vez, evoluiu para uma conversa lá dentro. O propósito do encontro (uma composição conjunta) foi esquecido por um longo tempo. As forças daquela simplicidade mágica não nos deixariam seguir qualquer roteiro, é óbvio. 

Vestimos os casacos para nos protegermos do vento frio e saímos para uma caminhada. Paramos nas ruínas de um casarão de por volta dos 1700 para ouvir uma aula de história. Fiquei impressionada com as paredes tão fortes, feitas de pedras perfeitamente encaixadas. Não poderia deixar de pensar em como aquilo simbolizava pra mim a importância de cada particularidade na construção de alguma coisa. Da mais pequenina até a maior, todas eram fundamentais na sustentação de tudo aquilo.

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O sol nos tocava de forma gentil e o calor chegou. Somando a isso nossas mudanças de local, foi um põe-e-tira-casaco o tempo todo. Dali escutava-se um som de águas, vindo de uma cachoeira escondida na mata da frente. Fomos até lá, estudamos a melhor forma de chegar e contemplamos um pouco a beleza da água caindo e as formas que ela criou nas pedras ao longo de milhares de anos. Ali, ao som da pequena queda e cobertos pelas árvores, falamos sobre a nossa pequenez perante o tempo e do espaço. 

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Ao voltar, mais uma parada na varanda, porém agora já falávamos sobre música (e olha que é difícil um encontro de músicos demorar tanto pra chegar no assunto). Giancarlo nos apresentou um instrumento que nunca tinha visto antes e cada um o explorou um pouquinho. Os nobres e jovens rapazes entraram para dar início ao que fomos, de fato, fazer, enquanto eu e Sol prosseguimos na troca de experiências, sensações e sentimentos. O dia já ía embora, a montanha, feito um camaleão, já tinha mudado de cor conforme o sol se despedia e o poente recebia a noite, ainda mais fria, com muita generosidade. 

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Entramos e pensei: vamos trabalhar, então. Mas antes disso Sol preparou um chá quentinho que cheirava em toda a casa. Os ingredientes na panela eram muitos e mais pareciam uma pintura. No armário da cozinha, uma coleção de grãos, ervas, sementes, temperos e outras coisas mais, que já levaram mulheres à fogueira na inquisição e expedições megalomaníacas em tempos passados. Mas ali, em pequenos potinhos de vidro descansando na prateleira, pareciam tão normais e inofensivos. Pão-de-queijo feito por ela assava no forno. Fomos alertados de um pequeno acidente: inversão dos queijos, foi parmesão demais. Para ela, ele estava fadado ao fracasso, tinha desandado, traído suas expectativas, era a materialização da falha, um absurdo, sendo que só estava ali porque já tinha sido feito, mesmo. Algum tempo depois todos atestaram a perfeição do engano: estava deliciosamente gostoso!

Nos sentamos em círculo e trabalhamos na canção, tendo como base o handpan produzido pelo próprio Gian. Muitas ideias surgiram, cada um colaborou com suas impressões, sugestões e, aos poucos, peça a peça, o quebra-cabeça foi sendo montado. Matheus no bandolim, Rodrigo na gravação, Sol e eu nas vozes. Tarefa cumprida, fomos embora cansados e com o espírito cheio. Dormimos em Moeda (mas, é claro, nos perdemos no caminho até lá, pois num labirinto desse e sem as mesmas coordenadas não poderia dar em outra) e voltamos pra casa pela manhã, admirando nossa Minas Gerais pela janela e compartilhando nossos sentimentos acerca da experiência. Quando falamos sobre todas as coisas que fizemos até, de fato, começarmos a trabalhar, Rodrigo resumiu bem a situação: ali o tempo é outro. 

Digo, sem receios, que não existe nada nesse mundo capaz de trazer vínculos tão profundos de forma tão rápida e ampla como a música. Não existe língua, não existem fronteiras. Uma vez que o som chegou lá dentro e foi bem recebido, está criado o elo. Que dádiva é poder ouvir! Que presente é adentrar o mundo do outro, pelos cheiros, pelas imagens, pelo tato, sabores e sons. 

Conheçam o trabalho da Sol Bueno e do Giancarlo Borba! :) 

 

 

 

 

 

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PEQUENEZAS

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Em um desses momentos festivos da vida, eu e Jackson Abacatu (animador, escultor, ilustrador, baterista, percussionista, pianista, pintor de músicas, viajante) descobrimos, em uma conversa, que ambos tinham ideias relativas a um projeto de coisas pequenas: eu na música e ele nos vídeos. Naquele dia resolvemos criar juntos um projeto chamado “Pequenezas”!

Um ano se passou (dois? não sei mais) e aqui está ele! Juntou-se a nós Rodrigo Lana (pianista, produtor musical, mixador, masterizador, alquimista dos sons, lutador de lutas sssportivas) para cuidar do áudio e também compor e tocar.

Sem periodicidade definida publicaremos nesta página as pequeninas obras, uma faísca daqui, uns fiapinhos de lá.

 

SAIBA MAIS! 

 

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SONORA ABRE INSCRIÇÕES PARA PRODUTORAS

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O Sonora – Ciclo Internacional de Compositoras abriu inscrições para novas cidades/produtoras!

Para se inscrever basta entrar no site www.sonorafestival.com e preencher o formulário. Podem se inscrever compositoras ou produtoras que quiserem realizar o evento em qualquer cidade do mundo!

Isabella faz parte do Sonora como responsável pelas edições Lisboa e Dublin. 

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O Sonora é um festival internacional de composição feminina, que teve origem no Brasil e é organizado de forma colaborativa por autoras/produtoras em diversas cidades do mundo. 

Reconhecemos que a presença desigual das mulheres no mercado musical e a falta de representatividade acabam por desestimular outras mulheres a se enveredarem por certos ofícios na música. Isso, por sua vez, reforça e embasa mitos de incapacidade feminina como instrumentistas, regentes, arranjadoras e compositoras.

 O incômodo com esse contexto formou uma rede de mulheres e a interseção entre ideias, disposição e grande empreendedorismo de compositoras deu início ao que hoje intitulamos “Sonora ­- Ciclo Internacional de Compositoras”. 

 Trabalhamos para que mulheres no mundo inteiro apresentem com confiança seus sentimentos e opiniões através da música.  Por meio de shows e outras atividades, o Sonora constitui um lugar tanto de divulgação e exposição das potencialidades individuais das autoras, como também um espaço de reflexão coletiva, que promove o encontro de compositoras das várias vertentes e gêneros musicais.

 

 

 

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OS DESAFIOS DAS MULHERES NO MERCADO MUSICAL

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Olá, pessoal!

É com MUITA alegria e com o coração cheio de esperança que, neste 8 de março, compartilho com vocês um artigo que escrevi a convite do Kiko Loureiro! Nele, falo um pouco sobre os desafios que as mulheres encontram nas mais diferentes atividades dentro da carreira musical. Sabemos que é um meio muito machista, mas podemos transformar essa realidade.

Que a igualdade de direitos e oportunidades não seja apenas um sonho.
Um grande beijo a todos!

*** Para quem não conhece, o Kiko Loureiro é o guitarrista da banda Megadeth, com a qual ganhou um Grammy este ano! Kiko é o idealizador de um curso maravilhoso sobre Music Business e tem várias iniciativas para desenvolver nosso mercado.

 

Para ler o artigo, clique aqui.

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O QUE APRENDI COM O SONORA

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O “Sonora – Ciclo Internacional de Compositoras” é um festival que está sendo realizado de forma colaborativa em mais de 20 cidades em 6 países diferentes. Surgiu do anseio de mostrar e incentivar a força da mulher compositora, espalhando suas criações regadas a sensibilidade a quem quiser ouvir. A ideia de criar um festival foi da Larissa Baq, em consequência do movimento Mulheres Criando iniciado por Deh Mussulini. A ideia inicial foi expandida devido ao trabalho de diversas compositoras em várias cidades do Brasil e do exterior. De todas as experiências que foram compartilhadas até agora, foi unânime a energia indescritível durante o evento.  Eu fiquei responsável pelas edições de Lisboa e Dublin – onde não foi diferente. Depois dessa vivência maravilhosa, não poderia deixar de compartilhar com vocês algumas coisas que aprendi e relembrei:

1) Se desafiar a algo novo e maior pode ser assustador no início, mas é mais que necessário.

2) Não deixe uma ideia morrer porque os recursos não estão na sua mão naquele momento. Pense sempre em formas alternativas de realizá-la. Sair do caminho tradicional é sempre uma boa opção.

3) Não deixe uma ideia morrer devido ao tempo que levará para acontecer. Ele vai passar de qualquer forma.

4) O poder da rede é absurdo. Nós, como sociedade, podemos realizar absolutamente o que quisermos. Basta tomar a decisão.

5) Muitas pessoas só vão querer se envolver depois do trabalho pronto. As que estão dispostas a construir com você devem ser valorizadas, cuidadas e guardadas no coração.

6) Pedir ajuda é um bálsamo. Não precisamos saber ou dar conta de tudo.

7) Sempre poderia ser melhor ou pior.

8) Celebre as conquistas, seja grato e use-as como combustível para buscar o que ainda falta. Apegar-se ao vazio é sabotar-se.

9) Adaptar-se e reajustar os planos é imprescindível para a saúde mental.

10) Existem habilidades escondidas em vários cantinhos, esquinas e ruelas em nós. Só as descobriremos se nos expusermos às situações que as farão florescer.

11) Errar é ótimo. O quanto antes, melhor. Há de se ter os olhos abertos, pra perceber logo.

12) Todos estão minimamente querendo acertar. Ninguém (ou quase ninguém) sai de casa pensando “hoje vou rachar a cabeça ao meio, prejudicar a vida da galera toda e ter o pior dia da minha vida”.

13) A música fala de alma para alma. Desconheço algo com poder conector semelhante.

14) A simplicidade é a mais bela das coisas.

15) O universo feminino é mágico.

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Agradeço a cada pessoa que colaborou para que esses dois eventos acontecessem. Sou também muito grata a todas as compositoras das outras cidades que se empenharam tanto para que esse sonho coletivo se tornasse realidade.

Para conhecer mais, ver as fotos, vídeos e notícias:

Sonora – Ciclo Internacional de Compositoras

Sonora – International Cycle of Female Songwriters

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Sr. Quirino

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Tarde de quinta-feira, clima agradável, cidade cheia. Cheguei com meu violão e entrei no Café da FNAC. O técnico do som não havia chegado ainda, então sentei pra esperar um pouco. Observei o movimento, vi as pessoas namorarem tablets e afins na seção ao lado. Metade das mesas estava ocupada; algumas com pessoas sozinhas, mexendo em seus computadores, outras com pessoas em reunião. Cheesecakes e tortas roubando a atenção no balcão. Olhava o relógio e o tempo não passava: chegara cedo demais.

Pouco tempo depois olhei para o lado e vi uma figura levemente conhecida. Um brevíssimo exercício mental e a resposta me veio: “Ah! É ele”. Já o tinha visto naquele mesmo lugar, algumas semanas antes, na apresentação do meu conterrâneo cantautor, César Lacerda. Não pude conter o sorriso. Aliás, foi uma gargalhada tímida e silenciosa – mas não falei nada. Esperei pra ver se era o que eu pensava que seria. Cinco da tarde, o Sr. estava em um grupo de umas cinco pessoas, conversando e rindo. Segurava algo nas mãos. Olhei, conferi de novo pra ver se era ele mesmo, mas a presença de sua pequenina esposa me trouxe a confirmação definitiva. Lembrei dela também. Marcaram dois lugares na primeira fila e voltaram para o cantinho perto da janela, onde estavam com os amigos. Eu olhava de lado pra ver o que estavam fazendo, curiosa pra saber se eu também entraria para sua lista preciosa. Não demorou muito. Quando chegou perto e me disse “oi”, eu já imaginei, pois o César compartilhou comigo sua experiência, anteriormente. E comigo foi mais ou menos assim:

– Olá, tudo bem? (disse ele)

– Tudo ótimo! E você?

– Tudo bem. Estava aqui do lado tentando tomar coragem para falar com você.

– Hahaha! Que bobagem! Pode dizer!

– Aquela senhora é a sua mãe, não é?

– É a minha mãe, sim!

– Imaginei… Então, eu sou um colecionador de autógrafos! O primeiro que eu peguei já faz mais de 50 anos.

– É mesmo??? Nossa, que legal!

– É.. E eu guardo tudo em pastas. Tenho a pasta do teatro, a pasta da TV, a pasta da música. Mas não misturo com o fado. Tenho uma pasta só de fadistas.

– É essa pasta que o Sr. está segurando?

– Ah, nããão… Minhas pastas são enormes! Não é essa não.

E aí vem a parte mais legal. Eis que chega em minhas mãos uma folha com meu nome escrito no topo. Abaixo, uma foto minha colada num papel cartão azul (tipo uma moldura), colocada logo abaixo do nome.

– Nossa, mas que chique! É a minha foto! E três vezes, ainda!

– É porque essa foi a única foto que eu consegui. Aí repeti três vezes pra ficar maior. Mas coloquei nesse cartão porque se eu achar outra mais legal posso trocar depois.

– Ah, sim..

– Você é brasileira, não é?

– Sim, eu sou brasileira! De Belo Horizonte!

– Está bem.. Não coloquei porque não sabia, mas depois vou colar uma bandeirinha do Brasil aqui no canto.

Quanto capricho! Que situação mais inusitada! Você sai de Belo Horizonte City pra cantar em Lisboa e o nobre português descobre sua existência e quer guardar sua marquinha em meio a tantos artistas. Como não se sentir honrado? Como não se sentir feliz pelos caminhos que a vida traz, muda, leva? Escrevi um recado e assinei. Enquanto eu escrevia ele disse “Mas esse é o maior autógrafo que eu ganhei em todos esses anos! Com certeza!”. Aí fiquei mais feliz, o meu já era especial. (:

Pedi pra tirar uma foto e ele disse que era a primeira vez que tirava foto com algum dos artistas com quem conversara. Depois de ver a foto ele falou que provavelmente era a melhor foto dele que tinha.

O show começou e lá estavam eles, na primeira fila. Alguns dos meus novos e queridos amigos também estiveram presentes e até me deram flores. Um pocket show na loja de entretenimento com gostinho de teatro cheio. Com certeza a grandeza de um momento está na sua qualidade, nos detalhes; não no tamanho ou duração.

Pensei na minha coleção de autógrafos, ou seja, minha coleção de momentos. Pensei nas pessoas que a vida já me deu de presente. Quantas figuras! Quantas pessoas queridas, quantas assinaturas especiais no meu coração, quantas bandeirinhas diferentes coladas no meu álbum imaginário, na realidade da minha vida. Agradeci por essas delicadezas que aparecem no meu caminho. Quero as assinaturas, as bandeiras, as fotos, os momentos.  Fiz votos secretos de preencher minhas pastas até suas capas estragarem de tão cheias.