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CABO VERDE RECEBE CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS MAIS UMA VEZ

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Em maio de 2018, Isabella Bretz, Rodrigo Lana e Matheus Félix estiveram mais uma vez na Ilha de Santiago, em Cabo Verde, para mais um show do disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”. A apresentação foi a convite da Embaixada do Brasil em Praia e se deu no âmbito das comemorações do Dia da Língua Portuguesa e da XIII Reunião Ordinária do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa. Este órgão é presidido pelo Prof. Doutor Raul Calane da Silva (Moçambique) e é constituído por representantes das Comissões Nacionais de cada um dos Estados-Membros da CPLP.

Além do show, foi realizada também uma Oficina de Produção Musical com artistas locais. 

 

CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS

COMISSÃO NACIONAL DA UNESCO APOIA “CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS”

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O projeto “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” recebeu apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO em Portugal.

“A UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) é responsável pela coordenação da cooperação internacional em educação, ciência, cultura e comunicação. Fortalece os laços entre nações e sociedades e mobiliza o público em geral para que cada criança e cidadão:

• tenha acesso a uma educação de qualidade; um direito humano básico e um pré-requisito indispensável para o desenvolvimento sustentável;

• possa crescer e viver em um ambiente cultural rico em diversidade e diálogo, onde o patrimônio serve de ponte entre gerações e povos;

• possa beneficiar plenamente dos avanços científicos;

• e possa desfrutar de plena liberdade de expressão; a base da democracia, do desenvolvimento e da dignidade humana.

As mensagens da UNESCO são cada vez mais importantes em um mundo globalizado, onde as interconexões e a diversidade devem servir como oportunidades para construir a paz na mente de homens e mulheres.”

Fonte: UNESCO

Atividades em conjunto serão pensadas, no âmbito da Década Internacional para a Aproximação das Culturas (2013-2022).

 

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PARTICIPAÇÃO EM “CPLP CELEBRA A MULHER RURAL”

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No dia 8 de março, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP realizou um evento em sua sede em Lisboa (Portugal) para debater a situação da mulher rural nos seus países-membros.

Isabella Bretz, acompanhada pela pianista Katerina L’Dokova, apresentou duas músicas de seu disco “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”. A primeira foi “Ai se um dia”, com letra de Vera Duarte (Cabo Verde), que fala sobre a seca em seu país. A segunda foi Transitório, de Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), que trata sobre a impermanência em nossas vidas.

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“O Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (SECPLP) está a organizar um evento comemorativo do Dia Internacional da Mulher, sendo que este ano o foco é “A Mulher Rural como agente transformador do desenvolvimento na CPLP”.

A Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, e o embaixador Gonçalo Mourão, representante da Presidência pro tempore brasileira da CPLP vão intervir na sessão de abertura.

O tema do evento vai ser discutido pela coordenadora Científica do Programa de Doutoramento “Saber Tropical e Gestão – TropikMan PhD”, Ana Melo Portugal, a gestora de projetos da Ação para o Desenvolvimento (Organização Não Governamental (ONG) com sede na Guiné-Bissau), Isabel Miranda, e ainda pelo Mecanismo de Participação da Sociedade Civil no CONSAN-CPLP, Joana Dias, sob moderação da investigadora Sheila Khan.

Na II Reunião Extraordinária do CONSAN-CPLP, decorrida em junho de 2017, os ministros da segurança alimentar e nutricional reconheceram a centralidade do papel das mulheres rurais em assegurar a segurança alimentar e nutricional no espaço da Comunidade, incluindo a sua maior participação nos mecanismos de governança da ESAN–CPLP, através da Rede das Margaridas da CPLP.”

Fonte: CPLP

 

 

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PEQUENEZAS

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Em um desses momentos festivos da vida, eu e Jackson Abacatu (animador, escultor, ilustrador, baterista, percussionista, pianista, pintor de músicas, viajante) descobrimos, em uma conversa, que ambos tinham ideias relativas a um projeto de coisas pequenas: eu na música e ele nos vídeos. Naquele dia resolvemos criar juntos um projeto chamado “Pequenezas”!

Um ano se passou (dois? não sei mais) e aqui está ele! Juntou-se a nós Rodrigo Lana (pianista, produtor musical, mixador, masterizador, alquimista dos sons, lutador de lutas sssportivas) para cuidar do áudio e também compor e tocar.

Sem periodicidade definida publicaremos nesta página as pequeninas obras, uma faísca daqui, uns fiapinhos de lá.

 

SAIBA MAIS! 

 

A sua vida não é só sua

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Ontem, após a tragédia da queda do viaduto em Belo Horizonte, uma amiga (Sabrina Souza) postou a seguinte frase no facebook: “Amigos da Engenharia que colam em provas de cálculo: repensem”. A frase me lembrou algumas reflexões que eu já fiz e trouxe outros tantos pensamentos a essa minha cabeça inquieta.

Primeiramente digo que fiquei completamente triste e assustada com o que aconteceu. Essas obras custam valores exorbitantes, pagos com o suor de cada um que acorda às 6 da manhã e sai de casa pra desempenhar o seu papel. A maior parte dessa gente recebe o suficiente pra sobreviver, come o básico, se vira como pode, se diverte como dá. A carga de impostos sobre o brasileiro é gigantesca, perto do MÍNIMO RETORNO que recebe.

“Segundo ainda o IBPT, entre os 30 países com cargas tributárias mais altas, o Brasil é o que menos devolve em serviços e investimentos à sociedade. Além de trabalhar cinco meses no ano só para pagar impostos, o brasileiro precisa dedicar a renda de outros quatro meses para suprir a lacuna deixada pelos maus serviços prestados pelo Estado.”(ver texto completo aqui)

Isso é vergonhoso, é desanimador. E o nosso prezado Prefeito vem com essa de que “ACIDENTES ACONTECEM”? Tanto dinheiro que a população dá, para o governo fazer obras porcas, para dar lucro às empresas de transporte, para não ter saúde, não ter educação? Pra ver gente vivendo em condições vergonhosas, pra ver gente morrendo na fila do hospital, vítimas da violência dos bandidos e do Estado? DÁ DESÂNIMO. O Brasil tem muitas coisas maravilhosas, mas estamos cansados de tanta sujeira. E ISSO NÃO É CULPA DE PARTIDO NENHUM! Não me venham com essa ladainha nojenta! Se tem mensalão, tem mensalão tucano também! O que eu sempre digo: quer achar culpado, volte lá na colonização. O erro está NA PRIMEIRA PISADA EUROPEIA na terra do pau-brasil.  Já começou tudo errado. A forma como sempre houve abusos, sempre houve corrupção.

A solução é uma revolução na educação. Mas não apenas aquela educação da escola, a educação em casa. O pulso firme, a criação. Somos todos culpados. Quando começarmos a fortalecer o caráter (deixando de praticar todas essas “pequenas” corrupções do dia-dia), quando começarmos a ler, estudar e participar DE FATO da vida política do país, além de parar de compartilhar ideias no facebook sem o mínimo de apuração e questionamento, a coisa começa a melhorar.

Mas o que me despertou vontade de escrever foi outra coisa. Voltando à frase da Sabrina, fiquei pensando nisso. O viaduto não caiu depois de uma tempestade, nem depois de um terremoto. Ainda não fizeram a perícia, mas acho difícil não ser erro humano. É claro que todo ser humano é falho. Eu erro todo santo dia, todo mundo erra. Mas há uma coisa que também acontece com muita frequência, que está ali coladinho ao erro, mas é muito diferente dele: o DESCASO.

Quantas pessoas levam uma faculdade com a barriga só pelo título e depois se tornam profissionais fracos? Quantas pessoas morreram em episódios à la Palace II, por pura negligência? Quantas pessoas sofrem com atendimentos médicos mal feitos, por advogados sem conhecimento suficiente? Quantas pessoas sofrem por causa de acidentes de trânsito causados por quem não sabe dirigir ou dirige embriagado? Vivemos em sociedade, estamos conectados em uma grande rede. Nossas vidas se afetam todo o tempo. Nós e nossa história somos resultados das histórias de todos os outros.

Certa vez escrevi uma música que começava falando disso: “É assustador pensar sobre as escolhas que eu fiz desde criança. Como elas construíram um caminho, as pequenas escolhas que me levaram até você em um dia de chuva” (tradução do inglês). Se pararmos pra pensar sobre isso, ficamos loucos! O menor dos detalhes, cada grauzinho que mudamos na direção traz uma mudança enorme no futuro. E é assim que conhecemos pessoas, lugares, que realizamos as coisas. É assim que as perspectivas mudam, que somos mudados, que mudamos os outros. Tudo por causa da rede.

O descaso é, para mim, filho do egoísmo. É pensar que o que você faz é mais importante, que as consequências não importam tanto quanto o seu próprio bem-estar, mesmo que isso cause algo ruim na vida de outros. O descaso do viaduto é o mesmo do transporte, é o mesmo da habitação, é o mesmo da exploração de trabalhadores, é o mesmo das histórias de amor que deixam homens e mulheres com o coração partido. A fonte é a mesma. É a inversão de prioridades trazida pelo egoísmo, pelo interesse particular feito superior a todo custo.

Devemos buscar fortalecer nosso caráter a cada dia, olhar mais para o outro. Não estou dizendo de forma alguma que devemos viver em função de outras pessoas, apenas estou destacando que o individualismo (notavelmente crescente a cada dia) pode trazer consequências em todas as áreas. As vidas perdidas não voltarão. Que as famílias sejam confortadas. Que a justiça seja feita.

Pensemos no legado que estamos deixando. Deixo aqui uma reflexão para você que está lendo e para mim mesma: quando for estudar, quando dirigir, ao se relacionar fraternalmente e romanticamente e, não menos importante, quando praticar sua profissão ou estiver em uma posição de poder, pense: A SUA VIDA NÃO É SÓ SUA.

E depois de muito tempo, nasceram. Gravei um CD! :)

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Certo dia olhei o violão da minha irmã esquecido num canto e pensei: “bem que eu podia…”. Comecei a fuçar, conhecer o som das cordas, bem que tentei fazer um acorde, mas parecia impossível. Imprimi uma cifra e copiei o desenho, colocando os dedos desajeitados nos “quadradinhos” indicados. Passar de dó pra sol levou um tempo. Minha mãe passava no corredor e dizia “nossa, não tem música nenhuma aí!”, mas aquilo me divertia. Depois de conseguir fazer os acordes básicos e passar de um para o outro, comecei a miar enquanto tocava. Aos poucos fui me soltando, cantando mais alto, aprendendo músicas novas. Minha mãe já gostava de ouvir e insistia para que eu cantasse para os outros. Não gostava muito disso porque minha relação com a música era (e é) bem particular, íntima, pessoal e todos os sinônimos que se possa encontrar.

 

Comecei a compor com cerca de 16 anos. Uma música aqui, outra ali. Mas o caderno escrito a lápis começou a se encher alguns anos depois. Com o tempo vêm novas experiências e ideias, por vezes fortes demais, mesmo em sua simplicidade, para ficarem retidas. As pessoas têm formas diferentes de se expressar e a arte é uma das mais usadas. Não tenho pretensão alguma com relação às minhas músicas. Não as fiz querendo que fossem belas, que agradassem aos outros, que fizessem sucesso ou me deixassem rica. Às vezes algumas pessoas me questionam porque não penso em viver de música (muito gentis, pois esse é um elogio e tanto, já que consideram essa hipótese). Respondo que a música é tão importante pra mim, tão sagrada, que não quero transformá-la em preocupação, em sustento. Estudei Relações Internacionais e Direito Internacional. É uma área difícil, eu sei, mas ainda penso em seguir em frente. O melhor disso tudo é que a música é uma ferramenta perfeitamente utilizável no que eu quero fazer. Apesar do incentivo de amigos e da família, não quis gravar até eu mesma sentir que deveria. E quis porque as ideias surgiam, tocava instrumentos mentalmente, as melodias iam aparecendo e a brincadeira no computador não era mais suficiente. Queria que nascessem, de fato. Queria vê-las existindo por si só, não apenas quando sentava na cama tarde da noite e as cantava com voz baixa para não acordar a família (e os vizinhos), como que ninando a mim mesma.

Leopoldo Bretz: backing vocals

 

 Comecei a procurar por estúdios; liguei, visitei… Tudo tinha que ser muito bem pesquisado para que houvesse economia. No fim das contas acabei gravando num lugar muito, muito mellhor do que eu imaginava. Com o apoio do Ronaldo Gino fiz tudo no Serrassônica. Quantas pessoas gentis num só lugar. O trabalho do Fernando Braga, antes técnico e agora amigo, foi também fundamental para a gravação. E haja paciência comigo, afinal nunca fiz nada parecido na vida. Os dias de gravação e mixagem só me trouxeram diversão e aprendizado. Agora é só finalizar e depois aguardar chegar da fábrica.

Madruga Bretz: backing vocals 2

São músicas simples e sinceras. Na verdade eu queria ser dona de um estúdio e saber tocar uns 10 intrumentos. Assim poderia brincar com elas, experimentar, viajar… Bom, no fim das contas fiz um pouco isso, mas só na cabeça. Um detalhe que eu esqueci de mencionar é que eu só descobri de fato como elas eram quando foram gravadas. Loucura, eu sei. Não teve pré-produção. Fiz os arranjos (na verdade a maior parte deles, algumas coisas foram feitas por outras pessoas). Outra loucura, convenhamos. Lembro dos dias em que o Douglas vinha em casa para ensaiar, mas na verdade a maioria do tempo consistia na minha pessoa cantarolando e tocando frases na escaleta para que ele transformasse em partitura, que ele mesmo leria enquanto tocava violoncelo. Lembro direitinho do primeiro dia, quando ele escreveu a partitura do que eu escrevi para “Saudade” e tocamos juntos pela primeira vez. Comecei a rir (literalmente) daquilo, tinha saído da minha cabeça e ganhado vida. Também me lembro da sensação que tive quando, depois de alguns takes, o Túlio executou a bateria do finalzinho de “Come Along” do jeitiiiiinho que eu pensava, expressando o que eu queria expressar. Cada linha que o Pro-Tools ganhava era uma parte das ideias chegando ao mundo. Nem sempre como eu imaginava, claro. Tivemos alguns probleminhas, nem tudo funcionou. Também pudera! Já acho um milagre ter saído o que saiu. Só possível com a boa vontade de muita gente. 

Não sei, só sei que foi assim.  Estou feliz com o resultado. :)

Túlio Maktvh: batucações e bateria

Mentiria se eu dissesse que não quero vender. As coisas custam dinheiros ($$$), não é fácil não. Mas que fique claro que não é o propósito central disso tudo. Além disso, é legal ver uma música que você fez chegar em lugares que você nunca imaginou (mesmo porque tenho amigos em vários lugares). Aproveito para dizer que não espero causar em ninguém o que eu senti quando ouvi “Lover you should’ve come over” do Jeff Buckley pela primeira vez, assim, passando direto por mim, sem necessidade de uma segunda audição para digestão; absorvida, sentida em cada nota. Não espero causar em ninguém tudo o que eu ja senti enquanto ouvia Damien Rice. Não teria tamanha ousadia. Não espero despertar o que me despertam The Swell Season, Nick Drake, CSNY, Lisa Hannigan e tantos outros que têm me acompanhado. Nunca me chamei de “cantora”. Fiz esse disco pra mim. Mas se alguém se sentir conectado com alguma delas, vou ficar feliz e honrada. Quer dizer que nossas almas já passearam pelos mesmos lados.

 

Inini ndinokuda, Moçambique!

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Eu disse “em breve”? O que é isso que a vida faz conosco? Eu simplesmente não consigo acreditar que já faz um mês que cheguei em casa.

Bom, nem sei o que dizer. Esse tempo em Moçambique foi realmente um divisor de águas na minha vida. Eu já me considerava uma pessoa simples, mas creio que evoluí muito nesse quesito. Não precisamos de tantas roupas, não precisamos fazer tanta frescura com o que tem pra comer em casa. A rotina diária nos destrói. Trabalhar, chegar em casa, descansar, trabalhar, chegar em casa… Há TANTO pra ver, ouvir, cheirar, aprender. Tanto que me dá agonia em saber que uma vida inteira não é suficiente para conhecer tudo que esse mundo oferece. Sendo assim, a solução é tentar aquietar o coração e fazer o possível dentro das nossas possibilidades, além de tentar sempre expandi-las.

Eu não tinha dinheiro para ir pra Moçambique, assim “do nada”. Trabalhei de algumas formas, com a ajuda do UNI-BH fiz um show no Teatro Ney Soares e lá arrecadei muito do que precisava. Eu não tinha 3.500 lápis para levar. Amigos e amigos de amigos foram os responsáveis por tudo isso. Recebi e-mails e mensagens de gente que não sei de onde surgiu, querendo doar. O ser humano tem uma capacidade absurdamente gigantesca de provocar mudança.

Eu acredito que todos os dias temos duas opções ao acordar: reclamar da vida ou sorrir e fazer daquele um dia especial. É como o lema do AA, “só por hoje”. Dar valor às coisas belas e simples da vida. Podemos escolher ser falsos ou verdadeiros, egoístas ou altruístas. Podemos escolher fazer alguém se sentir especial ou ignorar a todos, pensando nos nossos próprios problemas. E que problemas? Tempestade em copo d’água é o que não falta. Depois de ver tantas crianças com responsabilidade de gente grande, trabalhando de pé descalço, fazendo comida, carregando coisas pesadas, bebês no colo e andando distâncias intermináveis, acho que não vou mais reclamar de ter preguiça de levar o lixo pra rua.

Aos que leram todos os posts, vocês podem ter pensado: nossa, mas quanta alegria e diversão! Mas vi muitas coisas tristes, também. Mas isso é o que todo mundo fala, é o estereótipo da África e NÃO era o que eu queria transmitir. Temos que adotar a cultura da paz. Isso não significa ignorar as coisas ruins, mas dar mais atenção às boas. Os jornais (tv, rádio, impresso, tudo) pingam sangue, se torcermos igual roupa. Tem muita coisa linda acontecendo.Vi tanta, tanta, tanta beleza naquele lugar. Belezas naturais, sorrisos iluminados, música, dança, palmas, brincadeiras, gargalhadas… Senti tanto amor naqueles dias. Isso é o que ficou. Claro que nasceu em mim uma vontade ainda maior de ajudar e tentar contribuir para que esses problemas tão tristes sejam vencidos. Mas o que criou raiz foi a gratidão pela oportunidade de conhecer essas pessoas tão lindas, com uma cultura riquíssima e inspiradora. Gratidão por terem feito de mim uma pessoa um pouco melhor.

Depois dessa viagem quero me esforçar ainda mais pra conhecer coisas novas. É lindo e vicia. Pode ser os bairros de BH, as cidades de Minas, os Estados do Brasil, a América Latina, o mundo, Marte. Mas quero o contato próximo, quero aprender com eles. As conversas com os moçambicanos foram os momentos mais especiais. Num dos vilarejos, ensinando as mochilas, duas mães conversavam com as crianças do outro lado. Falavam em dialeto e eu não entendia nadinha. Comecei a brincar, dizendo que estavam falando mal de mim. Riram e comecei a perguntar várias palavras e expressões pra eles, numa conversa gostosa de fim de tarde. Eu as repetia bem alto, fazendo graça. Alguns que estavam mais longe começaram a rir também. Senti-me importante, fazendo-os rir do meu sotaque ao falar sua língua. Ou era da situação em si que riam, não sei ao certo. Sei que por causa daquele dia agora posso dizer: inini nokuda (eu te amo), Moçambique!

As outras palavras vão conhecer quando virarem canção.

 

Namíbia. Último pedacinho da África que vi.