Faísca de Pó - Still 1 (2)

FAÍSCA DE PÓ GANHA ANIMAÇÃO DE JACKSON ABACATU

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Animação de Jackson Abacatu para a música “Faísca de Pó”, do álbum Retalho de Mundo, já está no ar! 

Segundo Jackson: “Juntei uma vontade latente de realizar uma experimentação em rotoscopia com a carga de simbolismos e mensagens que a música traz, o que eu pessoalmente acho muito rico de ser transmitido para esse mundo da animação. A música desperta um sentimento bom, uma energia sutil que passeia pela reflexão sobre a vida e nosso lugar no universo.”

Assista abaixo:

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QUANDO COMEÇA O AMANHECER? RESENHA DO ÁLBUM “RETALHO DE MUNDO” POR ELISA DE JESUS

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Quando começa o amanhecer?

 

Não me atrevo a dizer nada sobre o Nobel literário de Bob Dylan. Controvérsias à parte. Eu quero amanhecer.  Entretanto, me faço anunciadora de Retalho do Mundo, novo disco da cantora, compositora e poeta Isabella Bretz.

A música em Retalho do Mundo caminha literalmente. Uma marcha. Um naco da natureza humana nesse universo.

O medo faz desaguar nas memórias de rios, lugares amanhecidos de mar e casas pintadas de cores alaranjadas sempre entardecendo.  Ao ouvir o disco várias vezes, tive a companhia das minhas gatas, Diadorim e Nastenka, que me ajudaram a compor a escrita dessas notas sobre o disco de Isabella Bretz.

Gatos e música são sempre boas companhias.

Vou coexistindo com músicas e gatos nos fragmentos do cotidiano que passam cheios de miudezas tão impregnadas de destinos que não se veem.  Dessas miudezas cantam as músicas do disco.

Tantas pequenezas que nos fazem sentir que existimos e estamos aqui, interligados, desejantes de devaneios, boas novas através de manchetes caramelizadas.

Caminhe…

Devaneie…

A alma inunda-se de esperanças, pequenas que sejam são esperanças.

Esperança: do verbo esperançar. Eu esperanço com Faísca de pó. É o que posso fazer em minha pequenina missão de aliviar outra vida, por mais que o mundo rotule vidas. Quem tem vida grande ou vida pequena.  Tornar uma pequena vida um pouco menos sofrível nesse imenso mundo de vidas que se comparam.

Eu me esperanço com faíscas de pó, devaneios e estilhas.

Quando você chegar lá no final do disco, no seu lado b, prepare-se para desligar-se de pequenos medos gigantes. Não deixe falas interminadas, tudo é brevidade. Repouse no repouso desse disco que nasce nesse ano de muitas falas interminadas.

Retalho do Mundo vem transfigurar o sofrimento num grande sim à vida.  Fez-me lembrar do músico filósofo, Nietzsche, que nos diz “Sem a música, a vida seria um erro”, escreveu em Crepúsculo dos Ídolos. Em seu “poder de dizer sim ao mundo”, a música para Nietzsche é uma iniciação à felicidade, à vida e à filosofia.

Elisa de Jesus por Lorena Zschaber

O convite é para repousar e deixar que a música ilumine, seja farol, mar, fragmento, faísca, devaneio, alegria, poesia e uma dose cheia de filosofia para crer em possibilidades.

uma cadeira vazada,

uma penteadeira, uma

luz humilde iluminava

a penumbra.

Eram preces que

avançavam silêncios

expressões

secretas.

Suas asas apoiavam

pérolas.

anjos que

pintei.

ouvia sons do mar.

flautas doces em Fa.

 

Por Elisa de Jesus
“Poeta, escritora ou o que dizem de mim…”

Isabella - Rio 3

NOVO VÍDEO PARA AS CANÇÕES “RETALHO DE MUNDO” E “O RIO E O MEDO”

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Isabella já não se lembra se o ano era 2014 ou 2015, mas a sensação permanece intacta. Leu um parágrafo na internet que trouxe arrepios. Era a história de um rio que tremia de medo ao se aproximar da morte, no seu final encontro com o oceano. Aquelas palavras permaneceram em sua mente e geraram uma série de reflexões. O impacto foi grande, fazendo com que ela desejasse que outras pessoas o sentissem também. Decidiu que escreveria uma música inspirada naquela mensagem. 

O tempo passou, certo dia pegou o violão e começou a dedilhar. Os primeiros quatro acordes apareceram e ela não conseguia sair deles. Percebeu que o ciclo deveria permanecer, dando a sensação de uma corrida. A letra e a melodia foram aparecendo juntas, reconstruindo a narrativa com mais detalhes, momentos, sensações. A música recebeu o nome de “O Rio e o Medo”, e Isabella começou a tocá-la nos seus shows. A resposta do público foi maravilhosa, muitas pessoas embarcaram nessa viagem musical com ela e se emocionaram. 

Em preparação para o disco Retalho de Mundo, iniciado em 2015, Isabella e o produtor musical, Fernando Braga, convidaram Felipe José para fazer o arranjo. “Eu queria que fosse uma mistura de confusão, intensidade e beleza. E foi exatamente o que o Felipe fez! Gosto da forma criativa como ele manuseia os sons.”, diz a compositora. Mesmo depois de o arranjo ter sido escrito, a produção ainda tomava outros contornos. “Estava ouvindo o ensaio para a gravação e teve um momento em que a baqueta do Yuri Vellasco caiu no chão, gerando um espaço breve sem bateria . Eu achei sensacional e pensei imediatamente que isso deveria ser parte do arranjo. O produtor concordou, falamos com o Yuri e assim ele fez! No clipe, essa diferença foi fundamental.”, diz Isabella.

A Operação Escambo, projeto inédito criado por Isabella para levantar recursos para seu disco através da doação de serviços, foi imprescindível para que a música contasse com esses instrumentos. Piano, violão, baixo, bateria, viola, violoncelo, dois saxofones, trompete, trombone, clarinete e baixo acústico, numa dança instigante, são o cenário para essa corrida sem volta do rio. 

“Eu já tinha lido várias coisas do Osho. Leio muito, aprendo com muita gente, mas não sigo gurus. Acho complicado o que se constrói em volta deles. Quantos exemplos nós já tivemos de idealizações que caíram por terra…  A luz e a escuridão caminham lado a lado, nosso filtro tem que estar sempre em dia. É preciso ver as pessoas com a humanidade que elas têm. Assisti o documentário “Wild wild country” e ele mexeu muito comigo. Questionei muito a relação entre mensagem e mensageiro. Mas eu não podia negar a força que essa história teve sobre mim, me afetou de uma forma diferente. Pensei em muitos aspectos sobre a forma como conduzimos nossas vidas.”, conta a artista.

As cenas do vídeo são de vários lugares, principalmente Brasil e Portugal. Isabella incorporou em “O Rio e o Medo” a faixa de abertura, “Retalho de Mundo”, como se fossem uma só. Para ela, essas mensagens se complementam. Foram pensadas para soarem juntas, sem um ponto de interrupção. Assim, o clipe representa as duas.

“Eu sempre disse que se fosse fazer um vídeo para essa música, queria contratar uma ótima agência. Fazê-lo sem a estrutura ideal estava fora de cogitação pra mim, tinha muito receio de prejudicar a mensagem. Mas, obviamente, eu não tinha recursos para isso. Uma sementinha nasceu e fui me inquietando. Eu já tinha todo o roteiro em mente e já havia editado alguns vídeos antes. Conversei com minha irmã e meu cunhado, Danielle Bretz e Ricardo Rodrigues, para ver se me ajudavam. A ideia era apenas tentar, se ficasse ruim não usaríamos. Sem ter feito nada parecido antes, mergulhamos no desafio. O resultado me surpreendeu.”, diz a artista. Por se tratar do encontro das águas, não poderia faltar uma potente menção à Pororoca. 

O disco “Retalho de Mundo” será lançado no dia 25 de novembro. Mais informações no Instagram: @bellabretz.

De onde

“DE ONDE VEM A CANÇÃO” É O NOVO SINGLE DE ISABELLA BRETZ E RODRIGO LANA

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Parceiros nos projetos Audio For Singers e Canções Para Abreviar Distâncias, Isabella Bretz e Rodrigo Lana se unem novamente no single “De onde vem a canção”. A cantora e o pianista trazem uma nova interpretação para a composição de Lenine, já disponível nas principais plataformas de streaming e que chega também com um vídeo, assinado pela própria Isabella. 

Assista a “De onde vem a canção”: https://youtu.be/sOgAalukatw

Ouça “De onde vem a canção”: https://smarturl.it/DeOndeVemACancao

Como nasce uma música e pra onde ela vai depois que acaba? Para onde se propagam as ondas sonoras? Essas indagações norteiam a música de Lenine, canção que tem forte ligação afetiva com ambos os artistas. A composição fala sobre duas coisas diferentes que muitas vezes se entrelaçam como uma só; e que são dois dos principais elos entre Isabella e Rodrigo: a música e o áudio. 

Ela, cantora, compositora e produtora cultural; ele, pianista e produtor musical. Começaram a desenvolver projetos juntos em 2016, até que a afinidade transbordou para além da música e iniciaram uma parceria de vida. Além de produzir discos, shows e singles, Isabella e Rodrigo escreveram juntos o livro “Conhecimentos de Áudio para Cantores”, até então inédito no mercado. A obra tem ensinado a muitos artistas aspectos importantes para o desenvolvimento de suas carreiras. Além do site (http://audioforsingers.com, o projeto tem uma página no Instagram (https://www.instagram.com/audioforsingers/), um canal no YouTube (http://youtube.com/audioforsingers), oficinas e masterclasses presenciais. 

A gravação do single aconteceu no fim de 2019 e a proposta da dupla foi desenvolver um arranjo completamente digital, com exceção da voz. Cada um dos vários timbres presentes foi construído ou ajustado por Rodrigo para fazer parte desse quebra-cabeça. A mixagem foi feita para que o ouvinte tivesse a sensação de entrar num universo de sons, mágico, como se pudesse perseguir essas ondas até tocá-las. Isabella trouxe ideias para a forma da música e vozes que pudessem conduzir para o des tino que planejaram. 

O resultado foi uma canção que, sem perder a sua doce simplicidade, pode tirar as pessoas um pouco da realidade, mesmo que por um breve momento. Para fechar o time, a masterização ficou por conta de Kiko Klaus, que coleciona trabalhos variados para grandes artistas do Brasil e exterior. “O foco estava no processo, nos propusemos a fazer um estudo que envolvia microfones diferentes, sons virtuais, um novo arranjo, recursos de mixagem e várias outras coisas”, relembra a cantora.

O videoclipe é uma viagem no tempo. Apresenta o surgimento de tecnologias que foram precursoras do que é utilizado hoje para ouvir e compartilhar música, assim como aspectos do ofício do músico. “Esse processo me levou pelo universo do rádio, dos shows, das gravações de orquestras, dos vinis… Foi difícil escolher, porque a música é curtinha e eu havia separado muito material. Mas no fim a montagem deu certo e é interessante ver essas cenas ressignificadas no vídeo. Adoramos o resultado, principalmente por ele se contrapor &agrave ; tecnologia usada na gravação e por apresentar visualmente o que está por trás da música”, avalia Isabella, que assina a edição do vídeo.

A dupla lançará um outro vídeo no qual apresentará mais detalhes sobre o processo de gravação, escolhas estéticas e técnicas que foram fundamentais nessa construção digital. É uma forma de detalhar a produção para interessados na área e prosseguir com seu projeto de compartilhamento de conteúdo educacional sobre música e áudio, de forma leve e acessível. 

“Dedico esse trabalho a tantos profissionais da música e da cultura de forma geral, que muitas vezes são desvalorizados em nossa sociedade. É um ofício maravilhoso, necessário e que demanda esforço, estudo, dedicação e investimento como qualquer outro; que movimenta a economia, gera empregos e renda, preenchendo as almas de quem faz e de quem recebe”, conclui Isabella.

“De onde vem a canção” está disponível nas plataformas digitais. Para conhecer melhor o trabalho dos artistas, visite @bellabretz e @rodrigolanapiano no Instagram ou seus websites, isabellabretz.com e rodrigolana.com.br. Para mais informações sobre o livro, visite audioforsingers.com

 Assista a “De onde vem a canção”: https://youtu.be/sOgAalukatw

Ouça “De onde vem a canção”: https://smarturl.it/DeOndeVemACancao

Fonte: Build Up Media

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LIVRO SE TRANSFORMA EM OFICINA DE ÁUDIO PARA CANTORES – SIM SÃO PAULO

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Ministrado por Isabella Bretz e Rodrigo Lana, workshop dá forma ao livro recém-lançado pelos autores

Quem canta, seus males espanta – e quem possui entendimento técnico de áudio, sai na frente no mercado da música. Esse é o ponto de partida para a oficina “Conhecimentos de Áudio para Cantores”, que acontece durante a programação da SIM São Paulo no dia 07/12 (sábado), das 11h às 12h30, no Centro Cultural São Paulo (CCSP). A aula, aberta a todos os credenciados para o evento, será ministrada pela cantora Isabella Bretz e pelo produtor e pianista Rodrigo Lana, que acabam de lançar um livro com o mesmo título.

O workshop traz para os cantores o que precisam saber sobre esse tema tão fundamental para suas carreiras. Pela primeira vez um conteúdo tão técnico e distante foi organizado e explicado de forma acessível e leve, com foco exclusivo em cantores e na voz. Os participantes mergulharão em conceitos, detalhamento de microfones e equipamentos, considerações sobre gravação, edição, mixagem, masterização, “autogravação”, estudo de canto com auxílio do áudio, ferramentas para criação e performance, rompimento de barreiras sócio-econômicas na produção musical, registro e publicação de fonogramas. Tanto cantores iniciantes como os experientes poderão se beneficiar dessas informações e alcançar um ótimo desenvolvimento profissional por meio de sua aplicação.

O livro “Conhecimentos de Áudio para Cantores” partiu da percepção dos autores de uma lacuna no mercado de trabalho – muitas vezes, os profissionais da voz são aqueles que têm menos conhecimentos de áudio. Foi com essa visão em mente e com o objetivo de dividir as suas experiências que Bretz e Lana decidiram desenvolver o primeiro material didático sobre áudio voltado especificamente para quem usa a voz como instrumento.

“Como cantores precisam de poucos equipamentos e seu instrumento está dentro do próprio corpo, eles acabam não se aprofundando na área. Também não existe muito incentivo da indústria para aprenderem, não há cursos e nem livros focados em suas necessidades específicas. Somente os mais proativos mergulham nesse conhecimento. Essa ausência prejudica a comunicação com os técnicos e limita a atuação dos cantores, que poderiam explorar muito mais o seu canto e as performances com a ajuda do áudio”, conta Isabella Bretz.

A cantora une em seu trabalho como artista canções com clima indie folk temperadas com sua brasilidade. Atualmente ela trabalha na produção de seu terceiro álbum. Além disso, Isabella produz e apresenta o programa de rádio Bella Hora (Rádio Voz dos Açores – Portugal), abordando um assunto diferente a cada semana. Foi também uma das apresentadoras do programa Casazul (Rádio Inconfidência – Brasil) e é cocriadora e uma das coordenadoras mundiais do Sonora – Festival Internacional de Compositoras, sendo também responsável por realizá-lo em Lisboa.

Já Rodrigo Lana é produtor e pianista. Enquanto cursava a faculdade de música, ganhou importantes prêmios como o BDMG e o Concurso Nacional de Piano de Ituiutaba. Foi criador do grupo instrumental Diapasão e, com as práticas e pesquisas do grupo, adquiriu uma ótima experiência em palcos e gravações em estúdios. Posteriormente, criou uma produtora musical, onde trabalhou diariamente criando arranjos, direcionando ensaios, coordenando equipes, levando música, sonorização e captação de áudio para diversos tipos de eventos. Com toda essa experiência, ele começou a oferecer cursos técnicos. Sua parceria com Bretz começou com o álbum “Canções Para Abreviar Distâncias”, que coproduziu ao lado da cantora.

Os conhecimentos, experiências e habilidades dos dois autores foram absolutamente complementares e esta grande dedicação conjunta deu origem a um material inédito, inovador, completo e de leve leitura. O objetivo era construir uma obra que desejavam ter lido no início de suas carreiras.

“Temos bons relacionamentos com músicos e, por sermos também músicos, falamos uma linguagem que conseguem compreender, entendemos e conhecemos suas dores e, por isso, é mais fácil apresentá-los várias soluções“, reflete Isabella.

O livro está disponível para compra online em audioforsingers.com e o conteúdo ganha forma no workshop, que chega ao Brasil pela primeira vez na SIM São Paulo. Enquanto isso, é possível acompanhar as dicas compartilhadas gratuitamente nos perfis oficiais do Audio Fro Singers no Instagram (https://www.instagram.com/audioforsingers/) e YouTube (http://bit.ly/2LqEfZi), com conteúdo especializado.

 

Serviço

Oficina “Conhecimentos de Áudio para Cantores”

Data: 07/12/2019 (sábado)
Horário: de 11h às 12h30
Local: Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro 1000 – Paraíso – São Paulo/SP
Entrada: gratuita para credenciados da SIM SP (não é necessário se inscrever)
Compra online: https://www.sympla.com.br/sim-sao-paulo-2019__587219
Classificação: Livre
Lotação: 70 pessoas
Informações e programação completa: https://www.simsaopaulo.com.br/

Transitório

VÍDEO DE “TRANSITÓRIO” GRAVADO NA ISLÂNDIA JÁ ESTÁ DISPONÍVEL!

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Em 2018 Isabella Bretz e Rodrigo Lana foram a Reykjavík, na Islândia, para algumas gravações dentro do projeto “Canções Para Abreviar Distâncias”. 

A música Transitório, com origem no poema de Conceição Lima (São Tomé e Príncipe) foi a escolhida para marcar esse momento. A gravação foi feita por Sturla Mio Þórisson no Masterkey Studios e mixada por Rodrigo Lana. 

 

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“CONHECIMENTOS DE ÁUDIO PARA CANTORES”: O LIVRO DE ISABELLA BRETZ E RODRIGO LANA

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Todo cantor precisa passar por uma série de experiências (e erros) para adquirir os conhecimentos necessários para lidar da melhor forma possível com o áudio, muitas vezes levando anos para alcançar o domínio de seu uso. Em muitos casos, esse momento nunca chega, ficando os profissionais restritos ao uso básico dos equipamentos e dispositivos, sem compreender seu funcionamento e tendo dificuldades na comunicação com engenheiros de áudio e outros músicos.

O livro “Conhecimentos de Áudio para Cantores” surgiu, então, do desejo de poupar esse longo tempo e preencher um vazio na indústria musical: a inexistência de material didático sobre áudio focado em cantores. Pensando nisso, os autores escreveram a obra que queriam ter tido a oportunidade de ler no início de suas carreiras, um material inédito no mercado. Nele, os leitores poderão mergulhar nos conceitos do áudio, detalhamento dos microfones e equipamentos, considerações sobre gravação, mixagem e masterização, “autogravação”, burocracias e muito mais.

A soma da experiência de Isabella Bretz com o canto e a de Rodrigo Lana com a engenharia de áudio gerou frutos. Proporcionou a escrita de um texto assertivo, leve, acessível e completo, que tem o seu conteúdo enriquecido por diversas ilustrações elaboradas por eles e executadas pelo artista Jackson Abacatu. Temas técnicos e de difícil compreensão foram apresentados com a ajuda de analogias e exemplos próximos da realidade de qualquer pessoa. Assim, tanto cantores com longa carreira e experiência na área como iniciantes aprenderão como potencializar o seu trabalho, com as ferramentas que o conhecimento de áudio oferece.

 

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O doutorando em Sonologia e professor universitário Fernando Braga, engenheiro de áudio há anos, realizou a revisão técnica, para garantir que a obra não contenha erros conceituais e que todas as explicações estejam claras. A revisão gramatical e ortográfica foi feita pelo mestre em Letras e revisor Francisco Casadore. Já a diagramação, ficou por conta do experiente designer Winner Farias. Um trabalho em equipe, feito de forma criteriosa para que os cantores tenham uma boa experiência na leitura e, o mais importante: alcancem, de fato, um grande aumento de qualidade em seu trabalho e o desenvolvimento de suas carreiras.

A primeira edição do livro é digital, em português. Para as próximas edições, já há planos de expansão para outros formatos e línguas.

www.audioforsingers.com
info@audioforsingers.com
Instagram: @audioforsingers

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“FAÍSCA DE PÓ” E “DEVANEIO” GANHAM ARRANJO PARA ORQUESTRA EM LIVRO DE RODRIGO GARCIA

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Duas das músicas de Isabella Bretz, Faísca de Pó e Devaneio, essa última escrita em parceria com Jackson Abacatu, ganharam um presente: foram incluídas no livro “Até a Arcada Final”, do maestro Rodrigo Garcia.
 
O maestro recorre à imagem de um prisma para justificar a seleção de canções e artistas presentes em “Até a Arcada Final…”, e-book que poderá ser baixado gratuitamente a partir de hoje no site arcadafinal.com.br, dedicado à música independente feita em Minas. “Seria difícil para qualquer pessoa sintetizar, historicamente, o cenário que está acontecendo, mas apresento uma fatia. Se a música independente mineira fosse um prisma, com todos aqueles rastros de cor, no e-book eu mostro o rastro que eu convivi de perto”, compara. 
 
Os textos que antecedem cada partitura confirmam essa relação mais íntima, relatando participação em gravações como arranjador ou instrumentista dos artistas. Entre eles estão nomes como Khadhu Capanema, seu companheiro na banda Cartoon, André Travessos e Isabella Bretz. “Assim é possível perceber o processo do fazer a música, sobre o que aconteceu para ela se tornar realidade, com as alegrias e frustrações que são inerentes”, registra. 
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     www.arcadafinal.com.br
Os artistas deram carta branca para Garcia. “Como já tinha feito arranjos para eles em outras ocasiões, meio que fecharam os olhos para o que estava fazendo”, confessa o maestro, ressaltando que algumas músicas deram maior trabalho do que outras. “O desafio era manter a expressividade, soando tão bonita como a original”. 
 
O mais interessante do e-book é apresentar arranjos para diferentes instru-mentações e formações, podendo serem usados em orquestras e escolas. O interesse de Garcia neste trabalho surgiu pela possibilidade de aplicação em projetos sociais. “Quando há uma orquestra jovem ou coisa do tipo, geralmente o material já está muito surrado ou ele não existia. Em outros casos, eles fazem um material a toque de caixa, com a mesma melodia para um monte de instrumento, o que pode ser ruim para o aprimoramento do músico”, explica.
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Conservação
O fato de ele disponibilizar apenas na internet tem relação com a questão da conservação do material. “Muitas vezes as escolas não têm lugar para guardá-los. Ter isso acessível na internet, de maneira fácil, no formato PDF, ajuda muito, pois basta imprimir a música e um abraço”, pondera.
 
“Até a Arcadia Final…” reúne cinco pequenos livros. O mais importante é a edição do maestro, com os arranjos completos para a execução em grupo. Os outros quatro trazem as partituras separadas para instrumentos como violinos, violas, cellos e baixos, todos cifrados para facilitar a adaptação didática. “Acredito que, se bem inspirado pelos professores, com acompanhamento e um cronograma de ensaio, eles serão capazes de tocar todas as músicas com êxito e aprender valiosas lições”, comenta o maestro, graduado em violoncelo, composição e regência pela escola de Música da UFMG.
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    www.arcadafinal.com.br
Fonte: https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/m%C3%BAsica-independente-mineira-ganha-e-book-1.674353
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ISABELLA BRETZ E RODRIGO LANA LANÇAM EP GRAVADO EM PASSAGEM PELA ISLÂNDIA

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A paixão pelo mundo e musicalidade de Isabella Bretz se uniram à criatividade e talento de Rodrigo Lana, dando origem a um projeto incrível que será lançado no dia 15 de novembro. Com capa de Jackson Abacatu, o EP “Novas Distâncias: Reykjavík” nasceu de uma visita à capital da Islândia, há seis meses.

Em maio de 2018, a cantautora e o pianista apresentaram no país o “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” para pessoas de diversas nacionalidades. Durante a apresentação promoveram um debate sobre o papel da língua na nossa identidade e na relação com o lugar e com o outro. “Conversamos sobre o ensino de suas respectivas línguas para as crianças, como elas reagem a elas e como cada língua desperta aspectos diferentes de nossa personalidade. Foi uma experiência incrível!” afirma Isabella.

Após essa apresentação, três versões de canções do disco “Canções Para Abreviar Distâncias” foram regravadas no Masterkey Studios, com auxílio do engenheiro de som Sturla Mio Pórisson e sua companheira, a artista Markéta Irglová. A grande experiência artística de Markéta, proveniente sua carreira solo e de grandes projetos dos quais fez parte (como a banda The Swell Season e o filme Once) e a sensibilidade e alto nível técnico de Mio fizeram com que construíssem juntos um espaço acolhedor no qual a criatividade flui facilmente e é captada da melhor forma possível. Para Rodrigo, a preocupação de Marketa e Mio com cada detalhe, o lugar carregado de significados, a energia cativante, a ansiedade saudável de gravar ao vivo no estúdio mais fantástico em que já esteve e o sentido desses poemas fizeram dessa uma das melhores experiências em toda a sua carreira.  

Os poemas musicados “Na hora de pôr a mesa” (José Luís Peixoto), “O cercado” (Ana Paula Tavares) e “Transitório” (Conceição Lima) foram escolhidos por conterem fortes letras e encaixarem muito bem em piano e voz. Isabella Bretz relembra o momento como se fosse hoje: “Queríamos algo simples e que refletisse a magia do lugar e da experiência. O – maravilhoso – piano está afinado em ‘432 Hz’ e tem uma sonoridade diferente: essa é a afinação conhecida por muitos como a frequência natural do Universo, a nota de Deus. Segundo estudiosos, essa afinação traz paz, tranquilidade, lógica e sensação de conexão aos ouvintes, vibra sobre os princípios do número áureo PHI e unifica as propriedades da luz, tempo, espaço, matéria, gravidade e magnetismo com a biologia, o código do DNA e da consciência. Em contrapartida, de acordo com esses estudiosos, a afinação tradicional desde a década de 50, que considera ‘Lá = 440 Hz’, provoca agitação e nos afasta do perfeito equilíbrio.”

O destaque para Isabella fica na gravação na Islândia do poema “Transitório”, de Conceição Lima, de São Tomé e Príncipe. Ele foi escrito em sua juventude, no seu país, numa ilha no meio do Oceano Atlântico, localizado no continente africano. Foi musicado em Belo Horizonte, no Brasil. Cantado quase no topo do nosso planeta, no país do verão sem noites e da aurora boreal. Quantos km essas palavras viajaram? Quantas culturas e histórias não cruzaram nesses caminhos? Não há fronteiras! Esta foi, portanto, a música escolhida para o clipe, que será lançado com o EP.

  
As belezas da Islândia, somadas a essa experiência dos artistas, fizeram com que o momento ganhasse essa importância e fosse, então, registrado de forma especial. Apesar de serem países tão diferentes, há muitas pontes que nos ligam diretamente, as distâncias entre nós podem e devem ser abreviadas. “Lá eu senti de forma intensa a ligação com o mar, tão presente em todos os países lusófonos. A ligação com a ancestralidade, a relação paradoxal com o país colonizador… Há tantas experiências para trocarmos, há tanto o que ver e viver! Desse anseio por descobrir o mundo lusófono veio o “Canções Para Abreviar Distâncias”. Do desejo de estudar e conhecer essa relação de dentro pra fora, nasceu o “Novas Distâncias: Reykjavík “. Que muitos caminhos possam se abrir, que as palavras e os sons cheguem a mais gente e que nesses encontros eu compreenda o outro e me faça uma pessoa melhor” finaliza Isabella Bretz.  

SOBRE CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS:

“Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” conta com 8 poemas musicados por Isabella Bretz, cada um de um país diferente da lusofonia, sendo todos de escritores vivos. São eles: Adélia Prado (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Mia Couto (Moçambique), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Vera Duarte (Cabo Verde), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio T. Araújo (Timor-Leste). Oito artistas brasileiros foram convidados para ilustrarem os poemas, obras essas que estão presentes no encarte do disco.

O disco foi idealizado por Isabella e produzido por ela e Rodrigo Lana (pianista e produtor musical), sendo coproduzido por Matheus Félix (violinista). Foi realizado na produtora Música Mundi (Belo Horizonte, Brasil – 2017). Desde então, recebeu apoio das maiores organizações internacionais da Língua Portuguesa e tem chegado a diferentes países.

SAIBA MAIS:

www.isabellabretz.com
facebook.com/bellabretz
www.rodrigolana.com.br

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ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL UCCLA APOIA CANÇÕES PARA ABREVIAR DISTÂNCIAS

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Reconhecendo a ação de valorização e promoção da língua portuguesa, a UCCLA (União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) apoia institucionalmente o projeto musical e cultural “Canções para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa”, de Isabella Bretz.

O projeto “Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” conta com 8 poemas musicados por Isabella Bretz, cada um de um país diferente da lusofonia, sendo todos de escritores vivos. São eles: Adélia Prado (Brasil), José Luís Peixoto (Portugal), Mia Couto (Moçambique), Conceição Lima (São Tomé e Príncipe), Vera Duarte (Cabo Verde), Odete Semedo (Guiné-Bissau), Ana Paula Tavares (Angola) e Crisódio T. Araújo (Timor-Leste).

Oito artistas brasileiros foram convidados para ilustrarem os poemas, obras essas que estão presentes no encarte do disco. O disco foi idealizado por Isabella e produzido por ela e Rodrigo Lana (pianista e produtor musical), sendo coproduzido por Matheus Félix (violinista). Foi realizado na produtora Música Mundi (Belo Horizonte, Brasil – 2017).

“Canções Para Abreviar Distâncias: uma viagem pela língua portuguesa” não é apenas um trabalho musical ou literário. É social, cultural, geográfico, histórico, antropológico. O objetivo principal deste projeto é despertar a curiosidade para e dentro da lusofonia, aumentando a interação entre falantes da língua, fortalecendo a identificação do indivíduo com este grande grupo de pessoas e aumentando a colaboração entre elas, promovendo a compreensão mútua.
Fonte: UCCLA